Na
sessão administrativa desta terça-feira (9), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
aprovou a resolução sobre a cerimônia de lacração dos softwares e assinatura
digital dos sistemas eleitorais e da fiscalização do processo eletrônico de
votação das Eleições 2010.
A
resolução garante aos fiscais dos partidos políticos, à Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e ao Ministério Público acesso antecipado aos programas de
computador desenvolvidos pelo TSE, ou sob sua encomenda, a serem utilizados nas
eleições, para fins de fiscalização e auditoria, em ambiente específico e
controlado pelo TSE.
Os
programas a serem fiscalizados, auditados, assinados digitalmente, lacrados e
verificados serão os relativos aos seguintes sistemas: gerador de mídias,
totalização, controle de correspondência, votação, justificativa eleitoral,
apuração, utilitários e sistemas operacionais das urnas, segurança e
bibliotecas-padrão e especiais.
Pelo
texto aprovado, representantes dos partidos políticos, da OAB e do Ministério
Público poderão, a partir de seis meses antes do primeiro turno das eleições,
acompanhar as fases de especificação e de desenvolvimento dos sistemas. Os
representantes precisam ser formalmente indicados e qualificados perante a
Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.
Cerimônia
de Lacração
A
resolução determina que, concluídos os programas a serem utilizados nas Eleições
2010, estes serão apresentados, compilados e assinados digitalmente pelos
representantes dos fiscais dos partidos políticos, da OAB e do Ministério
Público. Em seguida, serão testados e assinados digitalmente por representantes
do TSE e lacrados em uma
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas, que
terá duração mínima de três dias.
A
assinatura digital e a lacração dos softwares a serem usados nas eleições deste
ano buscam assegurar que os programas e sistemas a serem empregados no pleito
são idênticos aos assinados digitalmente pelos representantes dos partidos, OAB
e Ministério Público e guardados no cofre do TSE.
Votação
Paralela
O
texto aprovado pelos ministros estabelece ainda que os Tribunais Regionais
Eleitorais realizarão, por amostragem, auditoria de verificação do funcionamento
das urnas, por meio de votação paralela.
Essa
auditoria será realizada, em cada estado, em um só local, designado pelo
Tribunal Regional Eleitoral, no mesmo dia e horário da votação
oficial.
Para
a organização e condução dos trabalhos, será designada pelos Tribunais Regionais
Eleitorais uma Comissão de Votação Paralela, em sessão pública, até 30 dias
antes das eleições.
Pelo
calendário eleitoral, todas as resoluções das Eleições 2010 devem estar
aprovadas pelo plenário do TSE até 5 de março.
Relatoria
O
presidente do TSE, ministro Ayres Britto, elogiou na sessão administrativa, em
nome dos ministros da Corte, o empenho do ministro Arnaldo Versiani, relator das
minutas de resoluções das regras das Eleições 2010, na confecção dos
textos.
“Vossa
Excelência tem sido, com toda justiça, elogiado pelo modo como vem conduzindo as
audiências públicas, em matéria de elaboração das novas instruções do processo
eleitoral de 2010, fazendo desse mecanismo de audiência pública uma ferramenta
de democracia direta, tal como concebido pela Constituição Federal”, afirmou
Ayres Britto.
O
ministro Arnaldo Versiani recebeu o elogio e o estendeu aos ministros auxiliares
Joelson Dias e Henrique Neves, ao procurador-geral eleitoral Roberto Gurgel,
outros integrantes do Ministério Público e a todos os servidores do Tribunal que
contribuíram – e contribuem, já que algumas ainda estão em preparo – na
elaboração das minutas das resoluções. O ministro também destacou a importância
das sugestões apresentadas pelos partidos políticos para o aperfeiçoamento dos
textos.
“As
audiências públicas são o ambiente propício exatamente para discutir. A Justiça
Eleitoral não quer impor nenhuma regra. Ao contrário, ela só quer dar maior
transparência ao processo eleitoral, e em todos os seus aspectos, inclusive na
própria fiscalização da Justiça Eleitoral, e de que trata essa presente
resolução”, ressaltou Versiani.
O
ministro afirmou que a urna eletrônica “não é um inimigo; ao contrário, ela é um
amigo, veio auxiliar, propiciar que as eleições sejam apuradas da maneira mais
transparente, mais rápida e mais fidedigna possível com a vontade do
eleitor”.
“Espero
que também o Congresso Nacional veja com bons olhos, quem sabe, na próxima
eleição de 2014, que resista a ideia que já vem sendo superada que é a da
impressão do voto. Acredito que a impressão do voto significaria para essa
finalidade, o que se vem propondo bem especificamente em relação a essa
instrução: desde que se fiscalizem todas as etapas do processo eleitoral,
especialmente da votação, apuração e totalização, a impressão do voto realmente
soa como um retrocesso”, disse Versiani.
Fonte:
http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1279452